segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ONU diz que polícia brasileira mata muito

Documento produzido pela Organização da Nações Unidas (ONU) aponta a polícia como a maior responsável pelos mais de 48 mil homicídios que se cometem a cada ano no Brasil. O relator especial da ONU sobre execuções extrajudiciais, Philip Alston, afirma que as mortes deste tipo “estão desenfreadas” em determinadas regiões do país. Ele esteve no Brasil de 4 a 14 de novembro de 2007, quando visitou os estados de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e o Distrito Federal.
De acordo com a ONU, os problemas incluem as execuções cometidas por policiais em serviço, fora do serviço, integrantes de esquadrões da morte ou de milícias, assassinos de aluguel e as mortes de internos nas prisões.
“Policiais em serviço são responsáveis por uma proporção significativa de todas as mortes no Brasil. Enquanto a taxa de homicídios oficial de São Paulo diminuiu nos últimos anos, o número de mortos pela polícia aumentou, de fato, nos últimos 3 anos, sendo que em 2007 os policiais em serviço mataram uma pessoa por dia”, descreveu Alston no relatório. “No Rio de Janeiro, os policiais em serviço são responsáveis por quase 18% do número total de mortes, matando três pessoas a cada dia”, acrescentou.
O relator sustenta que o uso de força policial excessiva, estimulado por autoridades governamentais, tem levado à morte de suspeitos de crimes, que deveriam ser apenas presos, e de pessoas inocentes atingidas nas proximidades dos locais de operação.
Alston também ressalta que em muito casos os policiais não preservam o local do crime, para dificultar a coleta de provas. Isto, somado à ineficácia administrativa das corregedorias, gera a impunidade.
“As mortes devem ser investigadas pela Polícia Civil, porém, os escassos recursos e um forte corporativismo fazem com que tais investigações em raras ocasiões sejam conduzidas de modo correto, quando realizadas”, criticou.
Entre os excessos citados pelo relator, está a morte de 124 pessoas suspeitas de integrarem a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) pela polícia de São Paulo. A situação foi descrita pela polícia como “resistência seguida de morte”.
Alston também ataca o governo do Rio de Janeiro e as autoridades de segurança do estado por estimularem um clima de “guerra” contra o crime organizado, com concessões para abusos.
“A extensão com a qual as mortes de criminosos são toleradas e até publicamente motivadas por representantes do alto escalão do governo nos explicam, em grande parte, o motivo para a ocorrência de muitas mortes por policiais e o motivo delas não serem investigadas corretamente.”
O relator define como “um fracasso” a operação de invasão policial do Complexo do Alemão, na capital fluminense, em junho de 2007, com o intuito de libertar favelas do controle do tráfico. Na ocasião, 19 pessoas morreram e pelo menos nove foram feridas pelos policiais. Laudos produzidos por especialistas indicados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República revelaram fortes indícios de execuções extrajudiciais.
De acordo com os laudos, dos 19 mortos, 14 tinham ferimentos provocados por balas nas costas. Seis vítimas apresentavam tiros na cabeça e na face. Cinco vítimas tinham sinais de tiros dados à queima roupa. A polícia, por sua vez, apreendeu duas metralhadoras, seis pistolas, três fuzis e 300 quilos de drogas.
“O número de pessoas mortas foi superior ao de armas apreendidas e, no dia seguinte, havia apenas uma presença mínima da polícia na favela. Uma óbvia lição é que uma operação policial para retirada de organização criminosa de uma área específica deve, em seguida, contar com uma presença policial duradoura”, argumentou Alston em relação aos resultados da estratégia adotada pelas autoridades de segurança pública no Complexo do Alemão.
O relator da ONU encerra seu trabalho com uma série de recomendações às autoridades brasileiras para o aperfeiçoamento das forças policiais e a garantia de maior respeito aos direitos humanos.

Por Marco Antônio Soalheiro
Fonte: Agência Brasil

----------E quantos Josés, Marias, Antõnios, Saletes....ainda precisam morrer para que a população perceba isso e para que as autoridades (acima da polícia) façam alguma coisa?! Direitos Humanos!!!!!!!!!!!!!!!!

E para quem não sabe -----------> Os direitos humanos são os DIREITOS e as LIBERDADES básicos de TODOS os SERES HUMANOS. Normalmente o conceito de direitos humanos tem a idéia também de liberdade de pensamento e de EXPRESSÃO, e a IGUALDADE perante a lei.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Situação atual da educação no país

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nos últimos dias dados que mostram a situação social brasileira e, entre tantas informações auspiciosas, chamam à atenção negativamente os dados sobre a situação educacional.
Os dados revelam que ainda há muito por fazer para efetivar a educação como um direito. Mostram, sobretudo, que, mesmo que o acesso ao ensino fundamental tenha sido praticamente universalizado, o fato de as crianças estarem na escola não significa que o direito à educação esteja efetivamente garantido como direito de ir à escola para aprender. Além do mais, há um contingente ainda significativo de brasileiros e de brasileiras que continuam analfabetos. Segundo o IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio de 2007 informa que, da população entre 7 e 14 anos que freqüenta a escola, 2,1 milhões (8,4%) continuam analfabetos, sendo que no Nordeste é quase o dobro da média nacional (15,3%) e no Norte, 12,1%. Ademais, dados sobre a qualidade da educação no ensino fundamental, resultantes de avaliações feitas pelo Ministério da Educação, mostram que menos de um terço dos alunos da quarta série sabe o conteúdo da língua portuguesa e pouco mais de 20% o de matemática.O Instituto mostra também que o contingente total de analfabetos era de 14,1 milhões (taxa de 10%) de pessoas de 15 anos ou mais de idade, sendo 52% deles na Região Nordeste, 40,1% de pessoas acima de 60 anos de idade, 36,5% com idade entre 40 a 59 anos e que, da população que vive com até meio salário mínimo de rendimento familiar per capita, de cerca de 18%, enquanto nas classes de rendimentos superiores a 2 salários mínimos, encontrava-se 1,4% de analfabetos. A taxa de analfabetismo funcional era de 21,6% (cerca de 30 milhões de pessoas com 15 anos ou mais), sendo que a taxa para a população rural era de 42,9% (mais do que o dobro da apurada para a urbana – 17,8%); no Nordeste a média é de 33,5% (53,2% no meio rural) e no Norte de 25%. Os dados colhidos apontam para um contingente amplo da população brasileira, mesmo do que está na escola fundamental, não tem acesso às condições básicas para o exercício da cidadania, visto que não sabe operar o instrumento básico de mediação da comunicação, como interação social, a linguagem escrita. Não saber ler e escrever não é apenas problema funcional, é limitação objetiva à participação social, econômica, política e cultural. Ora, sem dominar estas mediações, como pode uma pessoa compreender os conteúdos da sociedade do conhecimento? Não fica ela limitada na possibilidade de ir e vir pelo simples fato de não saber qual linha de ônibus tomar? Não fica ela com menos condições para opinar, dado que não pode fazê-lo, por exemplo, escrevendo uma carta para a “Coluna do Leitor” do jornal (aliás, para ela, jornal e “papel de embrulho” não têm diferença)? Não terá dificuldade até para ser um/a trabalhador/a doméstico/a, visto que se receber um telefonema para o morador da casa que está momentaneamente ausente não terá como anotar o recado (e por isso certamente será preterido/a na hora de ocupar a vaga de emprego)? Dificuldades triviais, menos importantes, dirão os que confortavelmente lêem estes assuntos desde suas “poltronas cidadãs”. Não! Não se trata de dificuldades triviais, trata-se de situações que mostram no concreto como fica restringida a cidadania de quem não domina o uso desses códigos de convivência. E como ficam os/as mais de dois milhões que foram à escola e que dela saíram como se nunca tivessem entrado. Dizer que ficaram decepcionados é pouco! Foram sobre-excluídos! A exclusão básica foi-lhes reforçada. A escola serviu não somente como um lugar de exclusão efetiva; tornou-se um lugar que levou a uma aprendizagem perversa, a de que para eles/as não há mesmo solução (e continuarão a ouvir em toda campanha eleitoral que a educação é a solução, mas não para eles/as). Provavelmente o que estamos dizendo não é novo, nem quer ser. O que queremos é nada mais do que lançar luz sobre os dados divulgados e convidar as consciências cidadãs a entender que não serão cidadãs enquanto houverem milhões que não são. Por isso, se quisermos continuar acreditando que a educação é solução efetivamente sustentável e capaz de promover a inclusão mais igualitária e com cidadania, temos que nos comprometer efetivamente mais do que com o direito de acesso à escola, também com o direito de ir à escola para aprender.
Paulo César Carbonari_____________Defensor de direitos humanos (CDHPF/MNDH) e professor de filosofia (IFIBE)
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O problema da educação no Brasil parece simples de ser resolvido mas por trás disso tudo existe grandes e graves situações como a falta de educadores, de vagas nas escolas (as poucas que restam), falta de transporte escolar que conduza os alunos até os educandários, a violência contra professores e até mesmo estudantes. Fora que como o texto do Paulo César mesmo comenta, educação de qualidade é um fato restrito no noss país, seja por falta de capacitação dos próprios professores ou falta de incentivo devido ao baixo salário e condições precárias de trabalho.
O governo pouco preocupado com a educação séria não dsenvolve projetos e não da prioridade ao setor....Com dados como estes levantados pelo IBGE...só vamos decair ainda mais e continuar no mundinho fraco que vivemos hoje, pq sem educação não saímos de lugar algum..muito menos onde conseguimos chegar!!!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Floresta do Amazonas recebe certificação por evitar emissão de gás carbônico


Reserva do Juma é a primeira no Brasil a conseguir o reconhecimento. Certificado permite venda de créditos de carbono em mercado informal.


Um certificado internacional reconheceu a importância da conservação da floresta na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, no estado do Amazonas. O documento, expedido pela auditoria alemã Tüv Süd, atesta que a manutenção da mata nesse local evita a emissão de gases de efeito estufa, e contribui para impedir o aquecimento global. A reserva, que fica no município de Nova Aripuanã, é a primeira no Brasil a obter esse tipo de certificado. De acordo com Virgílio Viana, diretor da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que administra a área, o documento é um reconhecimento da importância da floresta. “O fato simbólico é termos transformado em algo concreto um sonho antigo: dar valor aos serviços ambientais prestados pela floresta na Amazônia”, afirma. Atualmente, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os maiores emissores de gases que causam esse efeito estufa, sendo que cerca de três quartos dessa poluição provêm da destruição das matas. O estudo realizado na reserva estima que, até 2016, a preservação das florestas da região evitarão uma poluição equivalente a 4 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2). Até 2050, uma emissão de gases igual a 189 milhões de toneladas de CO2 poderá ser contida. Para se ter uma idéia, isso significa cerca de um quarto da poluição emitida pela Inglaterra em um ano.

Créditos de carbono
A idéia de que evitar o desmatamento gera um valor equivalente em gás carbônico é conhecida como REDD (em inglês, Reduce Emissions for Deforestation and Degradation, ou Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação). Essa conseqüência da preservação de florestas, contudo, ainda não é reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) como um mecanismo capaz de evitar a emissão de gases. Isso significa que, oficialmente, a poluição impedida pela reserva não pode ser vendida oficialmente como crédito de carbono. Já há, porém, um mercado informal interessado em comprar os benefícios gerados pelas florestas. No caso da reserva amazonense, por exemplo, uma rede de hotéis se dispôs a destinar um dólar da diária de cada hóspede para comprar o equivalente a uma tonelada de gás carbônico não emitido. Isso ajudaria a empresa a neutralizar os gases emitidos em sua atividade.Segundo o diretor da FAS, o certificado obtido pode ajudar a pressionar a ONU a autorizar os projetos de conservação de florestas a comercializar oficialmente a poluição evitada. “Não há nenhuma razão para termos o carbono de florestas fora do mercado”, reclama.

Famílias na floresta
A reserva do Juma ocupa uma área de 5.896 km², o equivalente a quatro vezes o município de São Paulo. Mais de 300 famílias vivem legalmente dentro da área protegida praticando agricultura, pesca e extração de produtos da floresta.Parte da população local também é beneficiária do programa Bolsa Floresta, lançado pelo governo do Amazonas em 2007. Por meio desse projeto, famílias que vivem dentro de áreas protegidas e ajudam a conservá-las recebem um auxílio de R$ 50 por mês. As comunidades envolvidas também recebem incentivos de cerca de R$ 8 mil por ano.


Fonte: Iberê Thenório - Do Globo Amazônia, em São Paulo

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Expandindo a Responsabilidade Social


"...Responsabilidade social nunca se esgota pois sempre há algo a se fazer, sendo um processo educativo que evolui com o tempo. A ética é a base da responsabilidade social e se expressa através dos princípios e valores adotados pela sociedade, sendo importante seguir uma linha de coerência entre ação e discurso..." (Lisiane - Fórum Yahoo sobre Responsabilidade Social)



O mundo capitalista e globalizado ocupa muito o tempo dos seres vivos racionais. A correria do dia-a-dia faz com que deixamos de nos preocupar com situações agravantes como o desmatamento da maior floresta do mundo (Amazônia), a "lista vermelha" de animais em extinção, fome, doenças, aquecimento global, entre outros.

Não queremos apenas fazer um discurso demagogo-populista que estão sempre presentes nas ações de marketing institucional. Nossa intenção vai muito além disto, pois estas são questões sérias que merecem atenção maior por parte da população, principal responsável pela falta de responsabilidade social no mundo.

Conforme os posts que deverão acontecer ao longo das semanas, vocês vão entender o real motivo da existência deste blog.


Beijos a todos!!!!

Mona e Rafa